CDS perplexo com recuo do Governo na Unidose PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 06 Abril 2010 00:00

Unidose2O CDS mostrou-se hoje perplexo com as afirmações da ministra da Saúde sobre a venda de medicamentos em unidose, acusando o Governo de recuar em toda a linha.

Na segunda feira à noite, numa entrevista à SIC, a ministra da Saúde, Ana Jorge, admitiu que a venda em unidose é "difícil de implementar" e que a solução deverá passar pelo "redimensionamento" das embalagens e não pela dispensa em quantidade individualizada do medicamento.

"Ouvi com grande perplexidade [as declarações da ministra]. É um recuo em toda a linha numa promessa do Governo de há cinco anos atrás", declarou Teresa Caeiro, que há vários anos defende a venda de medicamentos em unidose em Portugal.

Teresa Caeiro sublinha que a venda de medicamentos em dose única pode permitir ao Estado uma poupança anual entre 180 e 200 milhões de euros, trazendo igualmente grandes vantagens para os cidadãos.

A lei que autoriza a venda de medicamentos em unidose nas farmácias de oficina e nas instaladas nos hospitais públicos - por um período experimental de um ano - entrou em vigor a 07 de junho de 2009, mas segundo a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) ainda nenhuma farmácia mostrou interesse em aderir à dispensa unitária de medicamento.

Para Teresa Caeiro, a regulamentação desta lei foi feita mal e apressadamente, o que resultou num desinteresse das farmácias e numa ausência de prescrição por parte dos médicos.

Quanto à proposta de redimensionamento das embalagens avançada pela ministra, o CDS lembra que dificilmente se conseguirá atingir uma dimensão adequada às necessidades dos utentes.

Em janeiro, o secretário de Estado da Saúde havia reafirmado a vontade do Governo em aplicar a unidose, uma ideia agora "abandonada" por Ana Jorge, recordou ainda Teresa Caeiro.

 

CDS/DD

 

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