Quem quer uma verdadeira alternativa tem um único voto seguro: o voto no CDS! Que bom que é ver-vos a todos! Que alegria estarmos aqui, todos juntos, no pontapé de saída para um ano particularmente importante! Viemos de todo o país, numa grande mobilização, que ao contrário de outros não precisou de comboios prioritários!

“Somos alternativa a António Costa e às esquerdas encostadas. Somos o único partido que recusa servir de “muleta” a António Costa.”

Estamos unidos, todos a remar para o mesmo lado! De norte ao sul, do interior ao litoral. E não é por acaso que temos feito ações ao mesmo tempo em todo o país, a última precisamente neste mês de agosto. Mesmo com muitos de férias, tivemos uma mobilização extraordinária de todo o partido. Muito obrigada! Estamos juntos! Estamos fortes!

 

Temos um partido aberto! O nosso Ouvir Portugal vai de vento em popa! Vamos retomar as conferências - e agradeço à Raquel Abecasis a sua coordenação -, e todos os dias nos chegam mensagens, mails e contributos de muitas pessoas que veem em nós, cada vez mais, a alternativa para Portugal! Somos um partido aberto a todos que connosco querem colaborar para derrotar as esquerdas e ter uma verdadeira alternativa.

 

Queridos amigos, temos cumprido o rumo que traçamos: oposição permanente e acutilante na denúncia dos graves problemas do país, oposição construtiva na apresentação constante de propostas alternativas!

 

O CDS tem estado sempre na linha da frente, no terreno, de norte a sul do país (e Regiões Autónomas), a dar voz a quem não tem, ao lado dos que estão a ser prejudicados pelo garrote das cativações que são a receita cega do (des)governo socialista, ao lado dos que ainda agora veem vedado o acesso a cuidados paliativos, ao lado dos que sofrem com os incêndios (ainda agora estive em Monchique – e não é aceitável o descaramento do Primeiro-Ministro, quando falou em sucesso?! Partilho convosco algo que me disseram em Monchique e mostra bem o sentimento de quem lá vive: “Não morreu aqui ninguém, mas ficámos todos meio mortos!” Uma vez mais, numa situação limite, o Primeiro-Ministro mostrou não estar à altura!).

 

Estamos na primeira linha do escrutínio ao Governo, como é nosso dever.

 

Este Governo não resolve os problemas do nosso país. Simplesmente os "empurra com a barriga". E quando há demasiada celeuma na comunicação e nas redes sociais acerca da inoperância do Governo, promete dinheiro para todos os sectores que se queixam. É o chamado "atirar dinheiro para cima dos problemas". E dinheiro de todos nós.

Mas como todos sabemos, o dinheiro pode calar os protestos no imediato, mas não resolve os problemas de fundo. E problemas não resolvidos são problemas que voltam novamente. E a fatura há-de chegar como já aconteceu no passado e todos nos lembramos bem!

 

Temos estado sempre na linha da frente na apresentação de propostas concretas – da educação à saúde, da demografia à justiça, do próximo quadro financeiro europeu às infraestruturas, da cultura à descentralização, da agricultura à habitação.

 

Em todos os pontos marcamos a nossa visão para as diferentes políticas públicas, com justiça nas políticas sociais, liberdade na economia e realismo nas contas públicas.

 

E usamos todas as oportunidades para afirmar uma alternativa que hoje quero aqui de novo, de forma absolutamente cristalina voltar a sublinhar: somos alternativa a António Costa e às esquerdas encostadas. Somos o único partido que recusa servir de “muleta” a António Costa.

 

Para nós, o futuro de Portugal não passa por António Costa à frente do Governo. Estamos a trabalhar para isso e vamos continuar afincadamente. Ninguém nos demove!

 

Temos visão e temos ambição. A alternativa somos nós!

 

As nossas prioridades são claras: i) demografia, com todas as suas implicações, da natalidade ao envelhecimento ativo e à proteção dos idosos, passando pela sáude, ii) território, atendendo ao desafio do interior, da coesão territorial e do mar e tendo bem presentes as condicionantes das alterações climáticas e o tema cimeiro da água, e iii) economia digital, lembrando que queremos aproveitar todas as oportunidades da era digital e em muitos casos liderar, acautelando os riscos e protegendo os mais vulneráveis.

 

As nossas ferramentas são as políticas públicas nos seus vários domínios. E hoje quero sinalizar com clareza alguns compromissos.

 

Queremos baixar o IRS em todos os escalões, de forma bem pensada e progressiva.

 

Queremos repor o quociente familiar e aplicar tabelas reduzidas a metade no interior do país.

 

Só assim estaremos a ser justos com todos, a promover a natalidade e a ajudar à coesão territorial.

Queremos garantir que há saúde de primeira, igual para todos no nosso país.

 

A saúde não pode depender do local onde moramos nem da dimensão da carteira que temos no bolso! Queremos a mesma saúde para todos. É por isso que quando alguns ameaçam a sustentabilidade da ADSE, condenando-a a acabar, nós queremos alargar a ADSE a todos os portugueses!

 

Queremos eliminar a sobretaxa do ISP!

 

Sim, insistimos em confrontar o Governo e as esquerdas encostadas com o incumprimento da sua promessa de neutralidade fiscal e em acabar com um verdadeiro saque fiscal a todos os portugueses. Saque fiscal quando metemos gasóleo ou gasolina, mas também quando pagamos mais pelos bens e serviços, encarecidos por esta via.

 

E não nos digam que mais vale baixar passes sociais. Só quem não conhece o país fora das grandes cidades, só quem não sabe que em muitas zonas do nosso país simplesmente o transporte coletivo não existe e não há qualquer alternativa ao automóvel é que pode fazer esse raciocínio!

 

Sabemos que a natalidade só melhora quando temos várias políticas concertadas. É por isso que queremos uma política fiscal amiga das famílias em todos os impostos, trazermos propostas em matéria de conciliação trabalho/família, exigimos uma cobertura total de creches, contratualizando, nomeadamente, com o setor privado (estamos em Valongo, um dos piores concelhos do país na cobertura de creches, abaixo de 30%) e queremos, sim, criar um passe familiar para os transportes coletivos. Mas não é só para Lisboa, é para todo o país!

 

Queremos mais investimento. E para isso precisamos de mais condições para as empresas: continuaremos a batalhar pela baixa do IRC, que provou no passado recente ter efeitos virtuosos (lembro que Portugal tem a 2.ª taxa mais elevada dos países desenvolvidos). Connosco, o Estado não continuará a ser o sócio maioritário das PMEs, pela quantidade de impostos que lá vai buscar. E trabalharemos para adequar o Código das Sociedades Comercias à era digital, tal como vamos propor a regulação no Código de Trabalho de um modelo de trabalho a partir de casa, o “smartworking”, que usa as possibilidades das novas tecnologias para garantir uma melhor conciliação trabalho/família.

 

Queremos uma justiça que realmente funcione. Não é normal ter processos que se arrastem por meses e anos, afastando o investimento das empresas e amedrontando o particular que quer ver os seus direitos respeitados. E para além de todas as propostas que estão há muitos meses à espera dos outros partidos no Parlamento, estamos com o Prof. Rui Medeiros a trabalhar em questões estruturais, mesmo se implicarem uma revisão constitucional. E em matéria de justiça, aproveito para sublinhar que no curto prazo, continuaremos a pugnar pela recondução da atual Procuradora-Geral de República, que nos dá garantias de isenção e de independência.

 

Queremos um país que crie oportunidades iguais para todos e esteja atento em particular àqueles de nós que se encontram em maior fragilidade, pela idade, pela condição económica, mas também pela situação geográfica. E não esquecemos tantos portugueses e luso-descendentes que estão hoje a sofrer na Venezuela. Para o CDS, a nossa atenção e a nossa ajuda não são solidariedade, são deveres! É para isso que trabalhamos, é para isso que cá estamos. Todos!

 

Queridos amigos, iniciamos um ano político com três desafios eleitorais: as europeias, as regionais da Madeira, as legislativas. Os nossos objetivos são claros para todas estas eleições.

 

No domínio da Europa, somos uma voz firmemente europeísta e por isso muito exigente: da concretização dos compromissos em sede de união bancária à reforma da política agrícola comum, da ligação das redes energéticas à importância do mar. Trabalhamos para que o Nuno Melo vá bem acompanhado para Bruxelas e assim possamos multiplicar o excelente trabalho que tem feito!

 

Quanto às regionais da Madeira, o CDS-Madeira tem um trabalho sólido de oposição construtiva e estou certa de que será a voz decisiva. E porque também queremos que as preocupações da Madeira, dos Açores e dos jovens sejam bem audíveis no Parlamento Europeu, contaremos com a sua presença forte na nossa lista encabeçada pelo Nuno Melo.

 

Para as legislativas, somos a única alternativa a António Costa e às esquerdas encostadas. Uma alternativa livre, desassombrada e descomplexada. Posso garantir a todos que um voto em nós não viabilizará um Governo de António Costa!

 

Queremos ser parte de uma alternativa de centro direita para Portugal. E tudo faremos para sermos a primeira escolha!

 

Quem quer António Costa, quem consente António Costa, tem muitas opções. Quem quer uma verdadeira alternativa tem um único voto seguro: o voto no CDS!

 

Queridos amigos, muito, muito obrigada por todo o vosso esforço, por todo empenho, por toda a dedicação ao nosso trabalho político.

 

Temos feito muito, mas ainda há muito mais para fazer.

 

Vamos a isto! Mãos à obra! Arregaçar as mangas! Acreditem em mim e acreditem comigo. Vamos unir esforços. Ninguém nos pára! Viva o CDS. Viva Portugal.

 

Assunção Cristas

Ermesinde, 8 de setembro de 2018